A renovação na lista de Rui Rio à Câmara do Porto apenas poupou um elemento da vereação. Da lista ontem apresentada, que tem como número dois Álvaro Castello Branco, deverão surgir em lugar elegível a vereadora Matilde Alves, Lino Ferreira, para a área da Educação, Fernando Almeida, para a área social, e Manuel Sampaio Pimentel, em sexto lugar pelo CDS. Mas a coligação diz apostar na eleição de um sétimo elemento.
Dos 13 candidatos efectivos, constam também Maria Amélia de Cupertino, presidente da fundação com o mesmo nome, Gonçalo Gonçalves, líder da bancada municipal do PSD, e Ramos de Campos, comandante distrital da PSP/Porto de 1991 a 2000. Guilhermina Rego, José Maria Santos, Pedro Moutinho e Vladimiro Feliz completam a lista. Já Amândio de Azevedo, fundador do PSD, foi anunciado como número três na lista à Assembleia.
Na ocasião, Rio revelou que Ramos de Campos se disponibilizou para sair, após uma notícia do "Público", acusando o autarca de chamar para a lista alguém de "currículo controverso" por causa de duas mortes ocorridas em duas esquadras durante o seu mandato. Ontem, Rio reforçou a escolha. Quanto à saída de Paulo Morais, procurou esvaziar a polémica, garantindo não haver "conflito". Mas explicou que o afastamento deu-se após uma conversa a três, também com o líder concelhio, Francisco Ramos. "Tinha que haver congregação de vontade a três. E não houve", comentou.
Ao mesmo tempo que elogiou o vereador, que teve "os pelouros mais difíceis (um dos quais o Urbanismo)", Rio foi dizendo que Paulo Morais "teve de enfrentar situações muito complicadas que lhe custaram popularidade" e deram "alguns inimigos". "Mas eu também os tenho", concluiu.
Recentemente, recorde-se, foi promovida um carta de protesto contra a saída do vereador, que elogiava a sua independência face aos interesses imobiliários. Contactado pelo JN, o vereador preferiu, para já, remeter-se ao silêncio.