As famílias da região Norte passaram a ter o mais baixo nível de vida do país, entre 1995 e 2002, com o índice de rendimento disponível a ocupar a última posição. O dado foi divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no contexto das Contas Regionais.
Nos documentos ontem disponibilizados, o Norte fica mal na fotografia em mais indicadores no contributo da região para o Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, para a riqueza nacional; está em último na paridade de poder de compra; foi a única região que não cresceu em nenhum dos sectores (primário, secundário e terciário); e o investimento na região cresceu abaixo da média nacional.
A região em causa inclui os municípios agrupados nas sub-regiões do Grande Porto, Minho-Lima, Cávado, Ave, Tâmega, Alto Trás-os-Montes, Douro e Entre Douro e Vouga.
As famílias de Lisboa, pelo contrário, foram as que apresentaram o maior nível de vida no mesmo período, com um rendimento por habitante a oscilar entre 7438 euros, em 1995, e 11 087 euros, em 2002. Durante os sete anos em análise, a região situou-se cerca de 30% acima da média nacional.
Em 2002, o Norte ficou 16 pontos abaixo da média nacional (se a média for considerada 100), tendo obtido um rendimento de 5921 euros por habitante, na média daqueles sete anos.