Onovo tarifário do andante, proposto pelos Transportes Intermodais do Porto (TIP), em Julho, foi rejeitado pelo Governo. A solução, que prevê apenas a adesão da Empresa do Metro, da CP e da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) - deixando os operadores privados de fora -, não agrada, e foram pedidas alterações. Porém, o responsável pelos TIP, Mário Coutinho dos Santos, desconhece a decisão estatal e garante que ainda não recebeu qualquer despacho de recusa ou de homologação.
Apesar de ter sido adiantada a data de 1 de Novembro para o alargamento do andante a todas as linhas da STCP e suburbanos da CP, certo é que ninguém arrisca um novo prazo para a intermodalidade com tarifário comum aos diferentes operadores. Uma situação que penaliza a carteira dos utentes. Obriga os passageiros que utilizem o metro e os autocarros a terem de pagar dois bilhetes distintos. Com o chumbo do tarifário, fica sem resposta se a nova rede da STCP entra em vigor mesmo sem o tarifário comum aos três operadores públicos. A secretária de Estado dos Transportes já indicou que a restruturação das carreiras será implementada até ao fim do ano.
"A data de 1 de Novembro estava associada à STCP, que inicialmente terá pensado em implementar a nova rede nesse dia, e, ao fazer isso, os clientes da STCP passariam a ter o tarifário do andante. Neste momento, não temos o pedido formal da SCTP para integrar o que quer que seja para lá das 18 linhas que já estão na rede intermodal", sublinhou Mário Coutinho dos Santos, realçando o "diálogo técnico", mantido entre os TIP e a Direcção- Geral dos Transportes Terrestres (DGTT), que levou à introdução de ajustamentos na proposta de novo tarifário.
Nem tudo são más notícias, uma vez que, a partir do dia 1 de Outubro, os clientes da CP poderão viajar nos comboios entre Valongo e Espinho com o andante. Actualmente, o cartão era válido só nas deslocações entre Valongo e o apeadeiro de Coimbrões. Os operadores privados estão disponíveis, também, para trocar os seus bilhetes pelo andante, mas reclamam que o Estado suporte indemnizações compensatórias para superar os prejuízos, como sucede na Área Metropolitana de Lisboa (ler números).
Fonte do Ministério das Obras Públicas garante que a "proposta de tarifário foi rejeitada" e está em reformulação na DGTT, que solicitou alterações. "A proposta apresentada não é viável. Está na DGTT em revisão", adianta a mesma fonte.