Rui Rio foi ao café Majestic encerrar uma série de tertúlias, promovida pelo Sport Clube do Porto, com os quatro principais candidatos à Câmara do Porto. Fê-lo querendo demonstrar o que fez, ao longo do mandato que finda, e explicar que a eventual reeleição significará uma linha de continuidade, mesmo que com uma equipa muito diferente "Continuar para concluir, dentro da mesma lógica".
O candidato da coligação PSD/CDS, tal como há quatro anos, aponta como prioritário o combate a "três problemas de carácter estrutural". Por ordem de prioridades, enumerou a coesão social, o urbanismo, designadamente a reabilitação da Baixa, e a mobilidade.
Só no capítulo da mobilidade admitiu ter encontrado as coisas bem encaminhadas, embora criticando o impasse na criação da Autoridade Metropolitana de Transportes. Já os outros dois serviram para apontar baterias às anteriores gestões camarárias. No campo social, diz que o factor em que o Município pode intervir é a habitação. Considerando que os bairros sociais foram "abandonados" nos 12 anos que o precederam, lembrou que a habitação degradada é, também, geradora de fenómenos de marginalização e criminalidade. No que respeita ao urbanismo, nota que, havendo já mecanismos legais favoráveis e outros factores de base, tem a "obrigação de fazer melhor" num segundo mandato.
Sem grandes novidades, muitos outros aspectos foram debatidos ao longo da noite, num ambiente que teve pouco de tertúlia, por obra de um contingente de apoiantes que empobreceram o debate, fosse através de intervenções panegíricas, de apupos ou de calculadas interjeições de apoio. P.O.S.