No ano de 2050, um terço da população portuguesa será idosa e quase um milhão de pessoas terá mais de 80 anos. A previsão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) com base na tendência de envelhecimento da população, devido ao efeito conjugado do aumento da esperança de vida e a diminuição dos níveis de fecundidade.
A manter-se a actual tendência, Portugal será um país severamente envelhecido dentro de 45 anos. Entre 1960 e 2004, o número de idosos (maiores de 65 anos) mais do que duplicou (de 708 mil passou-se para quase 1,8 milhões) e o INE estima que até 2050 tal volte a acontecer. O que se traduzirá num valor próximo de três milhões de indivíduos.
A proporção de população idosa face ao total era, na década de 60, de 8%. Actualmente, esse índice situa-se nos 17%. Em 2050, a faixa etária superior a 65 deverá representar 32% dos habitantes de Portugal.
Entre os idosos, os mais idosos (com 80 e mais anos) também têm vindo a aumentar de forma significativa. Entre 1960 e 2004, esse grupo populacional quadruplicou ( de 107 mil subiu para 401 mil), prevendo o INE que, nas próximas décadas, continue a aumentar até atingir os 950 mil em 2050. Em termos relativos, significa um crescimento de 1,2% para 3,8% até ao ano passado e um salto para 10,2%, nos próximos 45 anos.
Outro dado que traduz as implicações sociais e económicas desta situação é o índice de dependência de idosos, isto é, a relação entre o número de pessoas idosos e as potencialmente activas (entre os 15 e os 64 anos). Este índice quase duplicou desde 1960 e deverá aumentar novamente para o dobro, até 2050.