Rejeitou o pelouro da Ciência e Inovação proposto por Rui Rio por considerá-lo "pouco relevante". Fê-lo com críticas, rotulando o presidente de "absolutista". Confessa que esperava outro cenário e não esconde que se sente "injustiçado". Depois de quatro anos a "mandar" no pelouro do Ambiente e nos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) do Porto, o comunista Rui Sá não aceita que o presidente ponha, agora, em causa a sua gestão. E promete "Estarei atento, muito atento".
[Jornal de Notícias] Disse que preferia ficar sem pelouro na Câmara do Porto do que aceitar tarefas com pouca visibilidade para a cidade. Admitiu que tentou negociar a proposta e que ficaria com a Ciência e Inovação se incluísse a Educação. Acreditou, mesmo, que poderia ter um papel diferente depois de Rui Rio ter ganho com maioria absoluta?
[Rui Sá] Sinceramente, pensei que poderia ser diferente. A minha maneira de ver o trabalho autárquico é pôr a capacidade dos diversos eleitos a favor da cidade. Como Rui Rio trabalhou comigo e viu que, como vereador do Ambiente, sempre procurei o melhor para a cidade, pensei que me propusesse um lugar mais relevante.
Que não teria de ser necessariamente o mesmo...
Não, não teria. Lembro que numa entrevista à revista "Visão", Rui Rio disse, na campanha, que, se não tivesse a maioria absoluta, ia propor a Rui Sá o pelouro do Urbanismo. Ora, se um vereador serve para ficar com uma pasta complexa, como é o Urbanismo, sem a maioria absoluta, como é que, com ela, só pode ficar com um "pelourinho"?