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O túnel de Ceuta

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Embora já tenha visto alguns torcer-lhes o nariz e até contestá-los, devo dizer que gosto de túneis. Acho que, em certos locais, dão muito jeito para vencer obstáculos, poupar espaços à agressão das vias, encurtar distâncias, facilitar o trânsito. De um período de obras públicas que, no Porto, em vários aspectos, constituíram atentados contra o ambiente urbano - refiro-me aos anos 40/60 do século XX -, uma das melhores decisões foi a da abertura do túnel da Ribeira. Perante opiniões que defendiam uma estrada pela frente da Ribeira até ao Cais da Alfândega, foi possível, através do túnel, salvar a zona ribeirinha e ligar a ponte de baixo e a Estrada Nacional, que vem do Freixo, à Rua do Infante. Obra, portanto, válida, eficaz e, até hoje, operacional, cujo senão é o modo como foi realizada do lado nascente, abrindo uma cratera que destruiu as Escadas do Codessal e, na altura, mandou abaixo a própria igreja do Ferro, que teve de ser reconstruída. Mas, enfim, o túnel lá está. É útil, recomenda-se.

Fiquei convencido das vantagens de alguns túneis em Paris onde, entre outros, há um, na zona de Bercy, percorrendo o subsolo de quarteirões edificados, poupados a uma auto-estrada à superfície. Se os incompetentes que trucidaram o Porto lançando a VCI que desmembrou a cidade, desagregou Ramalde, Paranhos, Campanhã, desmantelou o Jardim Botânico e cortou o grande espaço da Prelada, em lugar de construírem uma auto-estrada rasgando o território, tivessem construído túneis no Graham, na Prelada, no Amial, nas Antas, teríamos a cidade melhor, e mais apta para um plano urbano coerente.

Mas onde fiquei rendido à funcionalidade dos túneis foi em Boston. Aqui existe verdadeiro labirinto permitindo a rápida ligação, pelo subsolo, entre diversas zonas, mantendo intacta a riqueza patrimonial de parcelas históricas. E poderia trazer exemplos de outras cidades em que, com túneis, a circulação é facilitada e a superfície resguardada (nas cidades antigas, o sítio certo para automóveis é longe da vista e enterrados).

Sempre defendi a construção de túneis em sítios estratégicos do Porto. O de Gonçalo Cristóvão, há dezenas de anos projectado, facilitaria a travessia do centro do burgo. Porque isto é assim nos sítios onde têm de circular automóveis, que o façam expedita e seguramente. Por tais razões, apoiei a construção do túnel de Ceuta, para salvar Santa Teresa, Leões e o Carmo da pressão automóvel, possibilitar o ganho para a cidade de uma superfície de grande valor e conceder ao trânsito melhor escoamento em área conflituosa.

Parecia ao senso comum que a saída lógica, normal e previsível seria no Carregal, à frente da morgue, sem beliscar o jardim. Por motivos que só o Oráculo de Delfos ou a bruxa da Vitória podem explicar, esta não foi a solução aprovada, mas sim fazer convergir a saída do túnel para junto do Hospital de Santo António. Daqui, partiriam três fluxos de trânsito para o Rosário, Restauração e Palácio. Juntar-se-ia a tudo isto o trânsito de Clemente Meneres.

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