OF. C. Porto e Co Adriaanse voltaram, ontem, a ganhar, depois de um jejum de dois jogos, frente a um Paços de Ferreira que entrou mal no desafio e ficou muito aquém das expectativas. O 1-0, da Mata Real, foi uma lufada de ar fresco para o treinador holandês e foi o resultado de um lance construído a três, Paulo Assunção, Ibson e Quaresma, com o "Harry Potter" a concluir na perfeição, com um remate em força. Adriaanse teve nota positiva no teste, no qual, recorde-se, o também canditado ao título Sporting apanhou um valente chumbo.
No F. C. Porto-Setúbal, o domínio avassalador dos dragões durou apenas dez minutos. Na Mata Real, estendeu-se por mais dez. No F. C. Porto- Inter de Milão, os portistas pecaram por não saber segurar a bola meio-campo. Na Mata Real, a equipa azul e branca subjugou o adversário e foi superior no miolo até meio do primeiro tempo, período que valeu para somar os três pontos.
Quaresma esteve em grande até ao intervalo desequilibrou no ataque e ajudou o sector mais recuado. Hugo Almeida também recuou por várias vezes. Houve sentido de entreajuda. Adriaanse foi correspondido pelos jogadores nas alterações introduzidas. Alan e Jorginho, em baixa produção nos dois últimos encontros (Setúbal e Inter), foram preteridos, entrando para os seus lugares Ibson e Lisandro. Ambos deram maior consistência à manobra defensiva e tornaram o F. C. Porto mais acutilante nas acções atacantes. O Paços não se deu bem com o futebol rendilhado de Ibson. Logo a abrir, nos primeiros cinco minutos, Lisandro dispôs de duas oportunidades flagrantes para marcar, primeiro numa má intervenção do guarda-redes Peçanha, depois num pontapé de canto de Quaresma, ao qual o argentino, na área, não deu o melhor seguimento.
Os lances de bola parada foram um trunfo, embora sem dividendos, no F. C. Porto. Nesse aspecto, César Peixoto foi uma mais valia, pois os seus livres e pontapés de canto foram sempre lances de perigo. O defesa-esquerdo, substituto do eslovaco Cech, também segurou o angolano Edson. O F. C. Porto teve o controlo da partida e só o perdeu por lapsos da defesa, nomeadamente Pepe. O Paços apostou no erro do adversário, entrou demasiado recuado e só mostrou vontade de discutir o jogo após o golo sofrido. Contudo, não criou oportunidades.
O árbitro Pedro Proença errou em dois lances capitais perdoou um penálti a César Peixoto, por mão na área, e não validou um golo a Hugo Almeida, por fora de jogo que não existiu.