ATransdev, empresa que explora o actual sistema de metro do Porto, está interessada em participar em parcerias público-privadas para a construção e exploração das linhas da segunda fase da rede, incluindo a linha de Gondomar e a segunda linha para Vila Nova Gaia.
"Essa forma de trabalhar não é novidade para a Transdev. Temos organizações desse desse tipo em França e em Inglaterra. É claro que a decisão não nos pertence, cabe ao Governo português decidir. Mas podemos ser parceiros numa operação desse tipo", afirmou, ao JN, o administrador-delegado da Transdev em Portugal, Dominique Gauthier.
O responsável explicou que, na prática, uma parceria deste tipo implica sempre uma "associação entre uma entidade pública e uma privada, que partilham os investimentos e os riscos" da operação, mas que é possível encontrar diferentes soluções para cada caso.
"Cada situação é um problema diferente. O importante é adaptar as soluções à realidade local", sustentou Dominique Gauthier. Recorde-se que, ao contrário da primeira fase, em que a concessão abarcou todas as ligações, a segunda fase da rede de metro será realizada com concursos linha a linha.
A Transdev - que integra o consórcio Normetro - é a responsável pelas linhas incluídas na primeira fase (linhas de Matosinhos, Gaia, Póvoa, Trofa e a futura linha do aeroporto). O contrato de concessão actual prolonga-se até três anos após a abertura do último troço da primeira fase. Como a Empresa do Metro assegura que todas as ligações (com excepção do troço ISMAI-Trofa, da Linha Verde, já excluído) ficam prontas até final de Março, a Transdev vai explorá-las até 2009. E pretende ficar por mais tempo. Gauthier referiu que a Transdev participará no concurso que for lançado nessa altura, para atribuir a concessão.