Oantigo jardim-de-infância de Gualtar, desactivado há mais de um ano, vai acolher o núcleo de Braga da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento e Austismo (APPDA), cujas instalações foram cedidas pela junta de freguesia local. A APPDA vê, assim, concretizado um "velho sonho" de criar em Braga - e na região - um serviço autónomo de apoio às famílias das pessoas com perturbações do de-senvolvimento do espectro autista, estimando-se que, só no concelho bracarense, haja mais de 20 crianças e jovens portadores da doença que, presentemente, carecem de apoio e formação, incluindo a sua integração escolar e social.
Dado o primeiro passo do projecto, o núcelo de Braga, segundo o seu responsável Mário Relvas, concentra agora todos os esforços na criação de duas valências prioritárias diagnóstico e intervenção precoce e educação pré-escolar e escolaridade, a par de um serviço de actividades ocupacionais.
"Além do apoio da APPDA, estamos a envidar todos os esforços para contar, ainda, com a colaboração do Governo Civil de Braga e da própria Câmara Municipal de Braga", disse Mário Relvas, esperançado, a médio prazo, em avançar com um projecto de raiz, cofinanciado pelos fundos sociais europeus. Isto porque a Junta de Gualtar equacionou já a possibilidade de apoiar a APPDA, através da doação de um terreno.
Presentemente, as famílias com filhos autistas - por falta de uma estrutura do género - recorrem, frequentemente, à Unidade de Pedopsiquiatria do Hospital de S. Marcos, Braga, um serviço de especialização médico-hospitalar também virado para o tratamento e aconselhamento de pessoas autistas. De acordo com Mário Relvas, o núcleo de Braga da APPDA tem já identificado cerca de duas dezenas de famílias com pessoas autistas.
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