Avitória de Cavaco Silva foi à tangente, mas foi, como se esperava, obtida na primeira volta contra os cinco candidatos da Esquerda.
No final da noite, o primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente eleito, Cavaco Silva, prometeram empenho na cooperação institucional e ambos salientaram que, terminado este ciclo eleitoral, o país estará mais de três anos sem eleições. É tempo de "deitar mãos à obra", acrescentou Cavaco.
O candidato vencedor considerou que estava dissolvida a maioria que o elegeu e prometeu "ao Governo legítimo de Portugal, como aos demais órgãos de soberania, um espírito leal, de respeito, de cooperação e de entreajuda".
Garantindo que vai ser "o presidente de todos os portugueses", Cavaco prometeu igualmente que vai ser um chefe de Estado que "pratica o diálogo, que sabe ouvir e estimular os consensos". Esforçando-se por passar a mensagem de quer cooperar com o Governo, também fez questão de salientar que a sua vitória "não é a derrota de ninguém".
À esquerda, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã apontaram o dedo à "hesitação e à divisão do PS" e, entre os socialistas, fazem-se contas para perceber o que vai fazer Alegre com o segundo lugar e mais de um milhão de votos conseguidos nas eleições de ontem.