Aderrota de Mário Soares também no distrito do Porto, onde concentrou grande parte da sua campanha, já começou a ter reflexos na corrida à liderança da Distrital. A facção afecta a Narciso Miranda atribui responsabilidades a um dos candidatos à sucessão de Francisco Assis, acusando Renato Sampaio de carregar "a marca" de duas derrotas eleitorais nas autárquicas e agora nas presidenciais. Para o presidente da Federação, trata-se de um "argumento ridículo".
"Foi um desastre completo. No Porto, a equipa que conduziu o PS para uma derrota brutal nas autárquicas foi a mesma que trabalhou agora nas presidenciais e trabalhou para a sua auto-satisfação", apontou, ao JN, um dirigente distrital, realçando o facto de Renato Sampaio, que concorre à liderança da Distrital, ter participado nessas duas equipas.
Aquele dirigente não tem, por isso, dúvidas em afirmar que "Renato Sampaio leva" para as eleições ao PS/Porto "a marca de duas derrotas". E isso terá, "sem dúvida, implicações na corrida à sucessão de Assis.
"A grande derrota nem é o facto de Cavaco Silva ter tido maioria absoluta no distrito. É Alegre ter ficado em segundo lugar. Isso é uma marca fatal", especificou o mesmo dirigente.
Renato Sampaio admitiu, ao JN, que já previa que os resultados das presidenciais pudessem ser usados como uma arma de arremesso nas eleições para a Distrital do Porto. "Isso não me afecta. A Direcção da campanha no Porto fez o que devia e empenhou-se na candidatura de Soares", afirmou, salientando que a equipa que integrou "teve vitória nas legislativas".