Aderrota sofrida este domingo na eleição presidencial não fez Mário Soares mudar de rotina, e amigos próximos garantem que o fundador do PS "não vai mudar nada na sua vida". A começar pelo ritmo.
Ontem, passou a manhã em casa, no Campo Grande, leu os jornais, viu televisão e depois foi almoçar, a sós, num restaurante de Lisboa, com o amigo Vítor Ramalho.
A seguir, o candidato marcou uma reunião na sede de candidatura, na Avenida Duque de Loulé - já a ser desmontada -, com os colaboradores mais próximos, entre os quais o porta-voz, Nuno Severiano Teixeira, António Campos, Medeiros Ferreira, António Manuel, Marcos Perestrello e o assessor de Imprensa, João Paulo Velez.
Ramalho foi, entretanto, entregar o automóvel alugado que transportou o ex-presidente na campanha. O amigo assegura que Soares já assimilou a derrota e que está a encarar o futuro sem dramas. "Isto não foi um terramoto", diz, adiantando que o candidato não está ressentido com Manuel Alegre, nem com José Sócrates, que "fez o que deveria fazer", e que já descortinou as "causas políticas".
Garantido é que Mário Soares vai passar uns dias na casa do Vau, perto da Praia da Rocha, para descansar. Depois, "é natural" que volte às colaborações nos jornais e às palestras.