OConservatório de Música do Porto vai ter um edifício de raiz, pensado para o ensino da música, no recinto da Escola Secundária Rodrigues de Freitas. A hipótese de adaptar um espaço - ou uma escola, como a Secundária Carolina Michäelis - está posta de parte, dado os elevados custos da obra. A opção é construir instalações novas, mas dentro de uma secundária, permitindo a coabitação de alguns serviços.
Segundo a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), que está a estudar a localização para o Conservatório, a "Rodrigues de Freitas" é a que melhor responde à necessidade de espaço para a construção. A solução já foi avançada pela ministra da Educação, embora a DREN garanta que ainda nada está decidido.
De qualquer forma, a directora regional de Educação, Margarida Moreira, admitiu, ao JN, que aquela secundária é a "melhor colocada em termos de espaço". A responsável garantiu, ainda, que "a escola que acolher o conservatório também terá obras de requalificação".
A ideia é construir dentro dos muros da "Rodrigues de Freitas" um edifício com salas adequadas à especificidade do ensino artístico, mas com uma ligação interna à estrutura existente. A criação de um espaço de raiz agrada à direcção do Conservatório, mas a ideia de partilhar recursos não é tão bem recebida.
"Se me perguntarem qual é a solução que prefiro, digo que gostaria de uma escola de raiz completamente autónoma", afirmou, ao JN, Moreira Jorge, presidente do Conselho Executivo do Conservatório de Música do Porto. "É legítimo que haja partilha de equipamentos, mas o ideal seria seguirmos uma lógica de eficiência".O responsável garante, por isso, que se o projecto for para a frente, o Conservatório vai sempre exigir autonomia em relação à "Rodrigues de Freitas".