Até ao final do ano, 11 centros de saúde e dois hospitais do Minho vão passar a integrar uma rede transfronteiriça de telemedicina, que permitirá reduzir a lista de espera nas consultas das especialidades mais sobrecarregadas. A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS) está a ultimar uma carta de saúde que possibilitará identificar as necessidades, lacunas e pontos fortes na saúde da região e da Galiza.
Numa primeira fase, segundo explicou Fernando Araújo, vogal do Conselho de Administração da ARS-Norte, oito centros de saúde do distrito de Viana do Castelo e três de Braga vão ligar-se aos hospitais da sua área, aproveitando as novas tecnologias e "know-how" dos especialistas. Aquela entidade lançou o concurso público para o "GAMITE- Galiza e Minho através da Telemedicina" há menos de uma semana, a fim de encontrar "a solução informática" que possibilitará o arranque do projecto.
Em Braga, foram escolhidos alguns concelhos mais interiorizados e o Hospital de S. Marcos. As potencialidades da iniciativa, considera, são mais do que muitas "O paciente dirige-se ao centro de saúde para mostrar uma radiografia ou um electrocardiograma e o clínico geral, em caso de dúvida, mostra-o, via Internet, a um especialista no hospital, que faz o diagnóstico e, se for preciso, conversa com o colega por videoconferência. Para os de Viana, o mesmo será feito em relação ao Centro Hospitalar do Alto Minho", esclareceu.
Segundo Fernando Araújo, a candidatura, que conseguiu ver aprovados fundos comunitários, tem como público- alvo um universo de cerca de 300 mil utentes.
O responsável admite que as consultas para despistar problemas dermatológicos e oftalmológicos são as que têm "as maiores listas de espera", questão que o projecto se propõe colmatar, como "uma mais-valia para todas as partes". "O utente que não precisa de ir ao hospital em vão, o clínico geral que aprende mais qualquer coisa e o especialista que vê diminuída a pressão das listas de espera", remata.