Ciente de que em "fórmula que ganha não se mexe", a organização do Correntes D'Escritas manteve, para a corrente edição, a estrutura que permitiu ao conjunto de colóquios organizado há sete anos pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim notabilizar-se como um dos mais amplos eventos literários da Península Ibérica.
Mesas-redondas, apresentações de livros ou sessões de autógrafos voltam a marcar presença em força no certame, cuja inauguração - hoje, às 11.30 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Póvoa - conta com a presença da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima. Um número significativo de autores reincide na presença (como Luis Sepúlveda, Manuel Rui, Onésimo Teotónio de Almeida, Vergílio Alberto Vieira ou Manuel Jorge Marmelo), mas detecta-se também um esforço de renovação, já que, dos 54 escritores participantes, cerca de 34 fazem a sua estreia absoluta. Entre os debutantes figuram os nomes de Rodrigo Guedes de Carvalho, Guita Júnior, António Cícero, Luiz Ruffato, Ramiro Fonte, Santiago Roncagliolo ou João de Jesus Paes Loureiro. Considerada uma das vozes cimeiras da literatura brasileira contemporânea, Adriana Lisboa irá intervir também no encontro.
Ainda no capítulo das novidades, destaque para o debate sobre a blogosfera, no qual participam Rui Zink (como moderador), Guita Júnior, Luís Naves, Manuel Jorge Marmelo, Waldir Araújo e Xavier Queipo. A crítica literária e a poesia são outras das áreas alvo de discussão ao longo dos quatro dias.
A proximidade do evento com a população mede-se igualmente pelos já tradicionais encontros nas escolas da região, em que deverão estar presentes Daniel Jonas, Jorge Reis-Sá, José Carlos de Vasconcelos e Eduardo Prado Coelho.
As iniciativas paralelas da presente edição incluem a exibição de documentários e filmes (como "Um rio", de José Carlos Oliveira, e "Agostinho da Silva - um pensamento vivo", de João Rodrigo Mattos) e peças teatrais ("Os guardas do Museu de Bagdade", pelo Aloés Teatro, com encenação de José Peixoto).