Hugo Silva
Só falta a aprovação formal da Direcção-Geral de Transportes Terrestres (DGTT) para que entre em vigor o tarifário social da Metro do Porto, que garantirá descontos para reformados e estudantes na aquisição de passes mensais. Oliveira Marques, presidente da Comissão Executiva da empresa, revelou que os descontos atingirão os 47% no caso dos reformados e os 25% para os estudantes. Valores que se traduzirão em reduções significativas para os utentes, nomeadamente para aqueles que efectuam viagens mais longas.
O documento está em "vias de aprovação pela DGTT", afiançou Oliveira Marques, esperançado que, a curto prazo, as tarifas sociais sejam uma realidade. O presidente da Comissão Executiva da Empresa do Metro falava durante uma viagem experimental na Linha da Póvoa, precisamente o percurso mais extenso da primeira fase da rede e cujas tarifas vão aumentar significativamente, a partir do próximo mês, quando as composições começarem a circular efectivamente (actualmente, as viagens são feitas em transporte alternativo rodoviário, entre a Póvoa e Crestins, na Maia).
A data de inauguração da Linha da Póvoa (ou Vermelha ou B) está marcada 18 de Março. A partir da Senhora da Hora (Matosinhos) são mais 21 estações e 24 quilómetros que se acrescentam à rede. Um investimento de 252 milhões de euros, à razão de 10,5 milhões de euros por quilómetro. As expropriações necessárias significaram um acréscimo de preços de 16%, enquanto a inserção urbana representou mais 22%. Sem essas parcelas, explicou Oliveira Marques, o custo seria de 182 milhões.
O modelo de operação para a Linha Vermelha, para onde se esperam cerca de cinco milhões de validações por ano, está definido. Vão existir dois serviços o omnibus, com paragem em todas as estações, e o expresso, que, depois de partir da Póvoa, só pára em Vila do Conde, Pedras Rubras e Senhora da Hora. Apesar das diferenças, o preço será o mesmo, de acordo com o tarifário andante.