ACâmara Municipal de Matosinhos vai investir 3,5% do seu orçamento anual no desenvolvimento cultural da cidade. São cerca de 2,5 milhões de euros para cumprir dois objectivos fundamentais "Marcar a agenda cultural do Norte e consolidar os crescentes e cada vez mais exigentes hábitos culturais das pessoas", justificou Guilherme Pinto, ontem de manhã, na apresentação do ambicioso programa cultural da autarquia para o ano em curso. O montante consagrado à área cultural é tanto mais significativo quanto o facto de, por exemplo, como sublinhou o autarca, a percentagem do Ministério da Cultura retirada ao Orçamento de Estado ser de apenas 0,5%.
"Não queremos pensar a cultura como um simples acontecimento, mas como motor de rentabilização económica. Isso significa apostar no turismo cultural de uma cidade que já é conhecida como a sala de jantar da área metropolitana do Porto", sublinhou.
Neste sentido, e no encalço de um investimento que é sobretudo estrutural, Guilherme Pinto afirmou ter uma "proposta irrecusável" para a ministra da Cultura. "Já temos o terreno, o projecto e o dinheiro necessário para que possamos edificar em Matosinhos o Museu Nacional de Arquitectura".
Enquanto continua à procura de parceiros, nomeadamente a Ordem dos Arquitectos, a autarquia já encontrou uma fórmula para o financiar. "Uma percentagem das petrolíferas será transferida para o museu".
O projecto de albergar um pólo do Museu de Serralves, no Porto, irá também avançar este ano, na Senhora da Hora, num terreno cedido pela autarquia. Trata-se de um projecto pioneiro, que incluirá, além dos espaços museológicos e de exposição, uma oficina de restauro, com trabalho técnico-científico especializado.