Brasil, Cabo Verde, Açores, Algarve, Madeira e serra da Estrela são os principais destinos que os portugueses escolheram para passar estas mini-férias do Carnaval, sendo o Rio de Janeiro uma das opções mais longínquas que está esgotada desde o início do ano. Operadores, agências e hoteleiros ouvidos pelo JN confirmam que, mais uma vez , a crise parece não ter afectado o desejo de brincar ao Carnaval ou simplesmente de passar uns dias de descanso, com a procura a aumentar para quase todos os destinos. Cá dentro, as principais unidades do Algarve, Açores e serra da Estrela estão com ocupações acima dos 90% e na Madeira variam entre os 35% e os 100%.
Fonte oficial do Clube 1840, operador do grupo Abreu, revela que neste período houve um "aumento de 10 a 15%" na procura de viagens para fora do país, com o nordeste do Brasil à cabeça e o Carnaval carioca "completamente esgotado desde o início do ano". No longo-curso, venderam-se muitos pacotes para as Caraíbas e Antilhas, estando também os programas para Cabo Verde "praticamente esgotados". A Star também dá conta do "aumento da procura para o Brasil", enquanto o operador Soltrópico conseguiu "praticamente esgotar" os programas de uma semana em Cabo Verde.
Como sempre, o Algarve é ponto obrigatório para muitos portugueses, com Albufeira, Alvor e todo o Sotavento a receberem as maiores enchentes. Elidérico Viegas, da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, espera um "aumento de 3 a 5% nas dormidas", como vem acontecendo desde 2002. "Mas nunca fica tudo cheio, porque a oferta é muito heterogénea e há muitas segundas residências", sublinha.
Ainda assim, as perspectivas de negócio são boas. Fonte do grupo Vila Galé garante que as suas sete unidades de quatro e cinco estrelas estão "a caminho de encher", enquanto nos hotéis e "resorts" do grupo Pestana a média de ocupação de empreendimentos das mesmas categorias ronda os 80%. Duas das unidades, confirma fonte do grupo, estão "a 100%"
Por cá, a grande novidade deste ano é os Açores, que a generalidade dos operadores e agências diz estar a ter "grande saída", em detrimento da Madeira, apontada por alguns como "mais cara" e, portanto, adequada às bolsas mais "recheadas" de ingleses e alemães.