O levantamento, feito porta a porta,conduzido pelo professor catedrático Vítor Abrantes, está feito e permite conhecer mazelas que afectam 2085 casas, espalhadas por 18 blocos gigantes da Urbanização de Vila d'Este, em Gaia, cuja recuperação está orçada em cerca de 15 milhões de euros.
É nos telhados e nas paredes, mercê de humidade que fissuras potenciaram, que se encontram maiores problemas e que contribuem para uma má imagem de um aglomerado visível porque numa das portas de entrada de Gaia e da Área Metropolitana do Porto.
"É possível conseguir recuperar a auto-estima de quem vive em Vila d'Este se limparmos a imagem que a urbanização dá hoje, a quem usa a auto-estrada do Norte (A1) como acesso", considera Marco António Costa, vice-presidente da Câmara .
Com a maioria dos fogos na posse de privados, "famílias de baixos rendimentos económicos e situação financeira considerada de risco", a Urbanização, localizada na freguesia de Vilar do Andorinho, serve, também, como local de intervenção no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER).
É este um argumento que pesa, agora, para que a edilidade avance com uma proposta de celebração de acordo atípico com o Estado, através do Instituto Nacional de Habitação (INH), que permita conseguir verbas para reabilitar os imóveis. A proposta sentará à mesma mesa, depois de amanhã, o presidente do instituto, Teixeira Monteiro, e um representante do Executivo gaiense, para uma reunião de trabalho.