Oafogamento terá sido a causa da morte de Gisberta, o travesti assassinado há duas semanas, presumivelmente por um grupo de menores, no Porto. O JN apurou que os exames complementares realizados no âmbito da autópsia - cujo relatório final deve estar terminado para a semana - já estão concluídos e reforçam aquela possibilidade. Ou seja, tudo indica que a vítima tenha sido lançada para o fosso ainda com vida, depois de ter sido submetida a agressões e sevícias.
Ao que foi possível apurar, as análises detectaram a presença de água do fosso nos pulmões de Gisberta. A suspeita inicial da morte por afogamento ganhou, assim, maior consistência. Por outro lado, terão sido igualmente comprovadas várias lesões resultantes das agressões.
Parece certo, portanto, que o travesti agonizou durante alguns dias, até ser atirado pelos jovens para o fundo do fosso.
As agressões terão ocorrido durante o fim-de-semana de 18 e 19 de Fevereiro, mas a vítima apenas terá sucumbido no dia 21, quando os jovens, pensando que Gisberta estava morta, decidiram atirá-la para as águas. Recorde-se que o estado de saúde da vítima era já bastante débil - era toxicodependente, seropositiva e tuberculosa. A confirmar-se o afogamento - a "hipótese mais forte", segundo uma fonte ouvida pelo JN - poderão verificar-se mudanças no que diz respeito ao tipo de crime a ser imputado aos adolescentes, passando-se de ofensas à integridade física grave agravada pelo resultado para o crime de homicídio.
Recorde-se que o jovem de 16 anos encontra-se em prisão preventiva e 11 dos restantes 13 menores suspeitos de envolvimento na morte de Gisberta foram encaminhados para centros educativos, em diversos pontos do país. Um deles está em regime fechado e os restantes em regime semiaberto.