ada nos deixa a terra parecer tão vazia como uma criança sem alegria". O verso não podia ser mais oportuno, colado a uma das muitas flores de papel e plástico que ontem foram espalhadas no Jardim do Infante pela mão das crianças que ali se concentraram para defender a revitalização e dinamização dos espaços verdes da cidade do Porto.
Apesar de desconhecerem ao certo por que ali estavam, as cerca de 100 crianças, entre os três e os 13 anos, ajudaram a "plantar" as flores que fizeram com garrafas de plástico e esferovite. "Viemos aqui pintar o jardim de rosa", respondiam apenas, aludindo à cor das flores e dos balões. O nome da iniciativa é a condizer. "Jardins cor de rosa" é fruto de uma parceria entre os centros sociais da Vitória, S. Nicolau e Barredo, apoiada pela Associação Cultural Amigos da Vitória, pela respectiva Junta e pelo Lar S. Miguel. A iniciativa começou ontem e irá repetir-se, nas tardes de quinta-feira, até 1 de Junho, de forma alternada no Jardim do Infante e da Cordoaria.
Coladas às flores mais pequenas, a mesma mensagem "Por um jardim mais florido". E os versos eram da autoria de uma educadora de infância do Centro Social do Barredo. Susana, de 32 anos, trazia dois cestos para distribuir por 57 crianças que, apesar de entusiasmadas, confessavam que também gostariam de ali ter escorregas e baloiços, entre outros equipamentos.
Mais parques infantis, reclamavam as educadoras, alegando que o mais perto ali da Ribeira, na marginal de Gaia, não oferece segurança suficiente junto do rio. Outra alternativa, dizem, é o Pavilhão Rosa Mota, que fica "demasiado longe" para as crianças.
O coordenador do Centro Social da Vitória, José Pombo, lamentou, a propósito, que a Câmara tenha deixado de disponibilizar um autocarro para transportarem as crianças