R ui Rio considerou, ontem, o "contrato leonino, de 15 anos, assinado com a Seiva Trupe", como o principal estrangulamento às actividades no Teatro do Campo Alegre. "Se alguém tem alguma ideia de como se 'desembrulha' este contrato que a diga", referiu o autarca. Rui Rio, que falava durante a reunião pública de Câmara, respondia ao vereador Miguel Von Hafe, do PS, que alertava para o facto de o orçamento da Fundação Ciência e Desenvolvimento prever 150 mil euros para actividade culturais e 585 mil para gastos com o pessoal.
O presidente da fundação, o vereador Gonçalo Gonçalves, ressalvou que o Teatro Campo Alegre (TCA) absorve mais de 330 mil euros e Rui Rio realçou que o contrato com a Seiva Trupe, que "paga 500 euros anuais pela ocupação das instalações", tolhe a programação para aquele espaço. "Concordo, no entanto, que talvez fosse possível fazer um pouco mais, mesmo com estes constrangimentos", sublinhou.
Miguel Von Hafe, no entanto, acusou a autarquia de "falta de capacidade de negociação. Se já foi possível fazer uma programação digna desse nome, por que não agora"?, questionou o vereador.
Rui Rio respondeu, afirmando que a autarquia tentou dialogar com a Seiva Trupe durante os dois primeiros anos do anterior mandato. De igual modo, Gonçalo Gonçalves revelou que, recentemente, já foram iniciados novos contactos com aquela companhia teatral.
Manuel Pizarro (PS) e Rui Sá (CDU) apelaram ao diálogo e ao bom senso nas relações com uma das mais emblemáticas companhias de teatro da cidade.