A Empresa do Metro não pagou a sua parte na factura da polémica obra de requalificação da Avenida da Boavista. A Câmara do Porto assumiu o custo e a dívida ainda não foi saldada.
Apenas a parte inferior da avenida, entre o Parque da Cidade e a rotunda do Castelo do Queijo, foi intervencionada. A obra, concluída em Junho a tempo da realização do Grande Prémio do Porto, esteve longe de ser consensual. Em pré- campanha eleitoral, esgrimiram-se argumentos contra e a favor da intervenção, que adoptou o projecto dos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura a pensar na construção da futura linha da Boavista. Daí, a comparticipação assumida pela Metro, embora ainda não paga.
De acordo com o relatório de prestação de contas relativo ao ano de 2005 do Município do Porto, a empreitada de "requalificação da parte inferior da Avenida da Boavista e rotunda do Castelo do Queijo" custou 4,9 milhões de euros, "sendo da responsabilidade da Metro do Porto a despesa de 3,8 milhões e o restante, 1,1 milhões, relativa a infra-estruturas da responsabilidade da Câmara Municipal do Porto".
Outro devedor é o Ministério da Saúde, que ainda não entregou o milhão de euros devido pela construção do Bairro de Parceria Antunes. Outra obra polémica. O pagamento permanece suspenso. A autarquia espera, também, há três anos que o Instituto de Estradas de Portugal dê a comparticipação de 581 mil euros. Uma ajuda à implementação do sistema de sinalização da VCI que tarda a chegar. "Pese embora os nossos insistentes pedidos não se desenvolverá a continuidade desta iniciativa até à recuperação desta verba", lê-se, ainda, no documento, que será votado pelo Executivo na primeira reunião, marcada para a próxima terça-feira de manhã. Após esta sessão, realizar-se-á o encontro entre os vereadores e o presidente da Segurança Social do Porto para debater a situação das famílias alojadas em pensões. CSL