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ão é um jornal de referência, não é um tablóide, nem uma revista", disse ontem José António Saraiva, na apresentação do seu novo semanário, "Sol", que estará nas bancas a 16 de Setembro, uma semana antes do "Expresso" surgir com mais uma remodelação, jornal de que foi director durante 22 anos.
No dia que em se deu a conhecer a nova publicação, cujos investidores continuam a não ser confirmados, o director do "Sol" assumia a meta em vista pretende ser o semanário mais lido, lugar detido pelo "Expresso". "Numa perspectiva pessimista, o 'Sol' quer ultrapassar o 'Expresso' em três anos".
Quando questionado sobre como será afinal a publicação, José António Saraiva respondeu ser "difícil defini-la. Integra as experiências anteriores com secções inéditas". Dar a conhecer os bastidores das decisões institucionais e "marcar a agenda política" estão entre os objectivos. "Visa ser influente", vincou o director.
Em termos gráficos, de realçar um logótipo pictórico, de Pedro Proença, a fazer lembrar pinceladas do pintor Miró. No conteúdo, as suas páginas abrirão espaço a secções dedicadas à emigração e imigração, haverá uma área dedicada à "Investigação", na qual trabalhará, entre outros, Felícia Cabrita, repórter que trouxe a público a pedofilia na Casa Pia. E uma outra designada de "Asfalto", que, como o nome indica, tratará de acidentes de viação.