José Sócrates visitou ontem, ao fim da tarde, a comitiva lusa no Hotel Convento do Espinheiro. O Primeiro-ministro, que recebeu das mãos de Gilberto Madail a camisola 12 da selecção onde não faltava sequer a inscrição do seu nome, aproveitou o momento para felicitar os jogadores. "Acredito que podemos ser campeões do Mundo. Vim dar uma palavra de confiança e dizer que tem o apoio e a simpatia de todos os portugueses. O país está muito envolvido e a selecção sabe disso. Desejo-lhes boa sorte porque é a única coisa de que necessitam. Todos farão o seu melhor e estou convencido que de que é capaz de realizar um óptimo torneio", disse, acompanhado de Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
O governante, muito apressado, esteve somente 20 minutos com o grupo. A finalizar a visita, garantiu-lhes que estará presente em Colónia (Alemanha), no dia 11, a assistir à sua estreia no Mundial, frente a Angola.
Recepção na Câmara
Mais cedo, de manhã, a selecção nacional foi recebida, nos Paços do Concelho, em Évora, sob uma enorme onda de euforia. No entanto, o "caldo" quase se entornou quando Luiz Felipe Scolari percebeu que José Ernesto Oliveira, presidente da Câmara Municipal, apenas marcaria presença na cerimónia 15 minutos após o seu início.
Impaciente e pouco dado a mudanças na agenda de horários no grupo, o seleccionador não escondeu, em conversa com os adjuntos, o desagrado com a situação. Só descansou quando o viu entrar, altura em que a autarquia, na pessoa de Susete Chaveiro (chefe do protocolo), já tinha oferecido, a cada um dos jogadores e dos treinadores, um presente com recordações da região um prato de barro com o nome do jogador atrás e um livro da cidade "Évora Património Mundial" - com textos de José Saramago - foram algumas das ofertas.