N a Escola Secundária de Oliveira Martins, no Porto, o tempo é de exames. E de adeus. A partir do próximo ano lectivo, as portas fecham-se e fica nas mãos da ministra da Educação decidir o que fazer do edifício. "Continuará sempre a ser escola", garante a directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira. "Há um grupo de trabalho que está a estudar a rede edificada do ensino secundário do Porto e de Lisboa", explica, apenas. Poucos alunos e muitos problemas disciplinares servem de argumento principal para decisão de encerrar a secundária, localizada entre a Avenida de Fernão de Magalhães e a Rua de Santos Pousada, comunicada, pessoalmente, por Margarida Moreira, ao Conselho Executivo, anteontem de manhã. À tarde, um comunicado reforçava a informação.
"A evolução demográfica do Porto, e, no caso, da zona oriental da cidade, fez com que a escola fosse perdendo alunos. Não chegam aos 300, para cerca de 80 professores e pouco mais de 20 funcionários. Para que fosse posível uma valorização a nível de todas as valências, deveria ter 900 a 1000 alunos", disse, ontem, ao JN, a responsável pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).
"Por outro lado, a Oliveira Martins acabou por ser uma escola de acolhimento de alunos com problemas sociais, alguns ligados a instituições, existindo uma taxa elevada de processos disciplinares e de insucesso, apesar do bom esforço do corpo docente", acrescenta Margarida Moreira, lembrando que "ouve falar no encerramento do estabelecimento há sete ou oito anos" .
A responsável afirma, também, que a distribuição de professores e de alunos por outras escolas da cidade "está assegurada" , pretendendo-se dar possibilidade de escolha aos primeiros e de inclusão aos segundos.
Na próxima semana, está marcada uma reunião entre Margarida Moreira, professores e pais, com o objectivo de se "avaliar as melhores soluções" perante a decisão de encerramento, que é já "irreversível".