É a primeira vez que se realiza uma iniciativa do género no Porto uma marcha do "Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero" (LGBT). A iniciativa, que se realiza no sábado, visa lembrar Gisberta, o transexual e sem-abrigo brasileiro que foi morto, em Fevereiro passado, apesar do lema principal ser a defesa dos direitos humanos.
"Por muito que não queiramos, o grande motivo de estarmos presentes chama-se Gisberta. A morte de Gisberta foi quase a centelha de um grande caminhar para que não se digam mais barbaridades como se tem dito em nome dela", reconheceu João Paulo, um dos membros da comissão organizadora da primeira marcha LGBT do Porto.
Por isso, o ponto de partida da marcha vai ser, pelas 15 horas, no Campo 24 de Agosto."É um acto simbólico para lembrar o motivo desta marcha", referiu ainda João Paulo, ontem, na apresentação da iniciativa. A marcha termina na Praça de D. João I.
"É um episódio que todos conhecem que teve uma situação de violência insuportável. Mas Gisbertas há muitas em maior ou menor grau", sustentou, por sua vez, Maria Vítor, também da comissão organizadora.
Daí que os promotores da iniciativa pretendam que o caso Gisberta sirva para "recordar o quanto ainda há para fazer pela defesa e integração das minorias". "Queremos que esta marcha seja, acima de tudo, uma marcha pelos direitos humanos", declaram.