Dois professores, dois economistas, um investigador científico e um estudante universitário. Este é o perfil dos futuros proprietários das fracções para venda de um edifício reabilitado pela "Porto Vivo" na Rua das Flores. O sorteio realizou-se ontem entre um total de 42 pessoas, responsáveis por 180 inscrições para seis fracções.
A primeira sorteada, para a fracção B, foi Joana Carvalho Lessa, filha do arquitecto Manuel da Silva Lessa, responsável pela reabilitação. "Concorri como qualquer outra pessoa. Foi uma sorte!", comentou a jovem seleccionada, num sorteio acompanhado pelo Governo Civil. Esta será a primeira casa de Joana.
Fracção a fracção e, dentro de cada uma destas, inscrição a inscrição, todos os nomes foram lidos e colocados na urna. Para cada T2, eram sorteados um efectivo e três suplentes, com membros da assistência a serem chamados cada vez que era preciso retirar um papel da urna.
Aos ouvidos, saltava uma coincidência de nomes, repetindo-se apelidos para cada sorteio (alguns conhecidos) e o mesmo inscrito para fracções diferentes. Não havia restrições desse tipo. Também por isso, um dos sorteados, o estudante de Medicina Francisco Salgueiro, de 22 anos, disse que já não tinha muita esperança de ser seleccionado. Mas foi, no último sorteio.
Nuno Filipe da Mota Rocha, Maria Manuela dos Santos Mota Rocha, Carla Castro de Pinho e Vítor Alves Sequeira foram os outros sortudos.