Oprolongamento da Linha Amarela do metro não deve ir, para já, além da rotunda de Santo Ovídio, em Gaia. A extensão até Laborim, de "elevada complexidade técnica" e "dispendiosa", deverá ficar para mais tarde. A recomendação é feita no estudo, realizado pela Empresa do Metro, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que elege a linha da Boavista e a execução da ligação entre Maia e Trofa e do primeiro troço da linha de Gondomar até à estação de Venda Nova como prioritárias.
Os especialistas - o estudo, intitulado Estratégia Empresarial Integrada da Metro do Porto, foi elaborado pelos professores Paulo Pinho, Joaquim Carmona, Mário Coutinho dos Santos e Oliveira Marques - entendem que se "justifica e muito o prolongamento [da Linha Amarela] até Santo Ovídio, onde garantirá grande proximidade a importantes pólos de mobilidade e de procura de transporte público e viabilizará soluções de rebatimento de diversos serviços de transportes públicos em modo rodoviário".
Mas completar, no imediato, os quatro quilómetros de extensão até Laborim gera reservas, tendo em conta que seria uma obra complexa e cara para "colocar a linha num espaço ainda vazio, com perspectivas anunciadas de vir a transformar-se numa nova centralidade no concelho de Gaia", como pode ler-se no estudo, a que o JN teve acesso.
Para a equipa técnica, "é discutível que se deva realizar tão complexo e dispendioso projecto antes de ver garantida a implantação da nova centralidade", assim como têm dúvidas que deva ser o metro a "dar sentido a projectos de desenvolvimento urbano que só poderão ser protagonizados por entidades privadas. A solução inversa será porventura mais razoável à luz da adequada defesa do interesse público".
Apesar do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, ter anunciado que a única obra "prioritária e fundamental" é a extensão até Laborim, os especialistas sugerem que "se aguarde o desenvolvimento do projecto de criação de uma nova centralidade urbana". E que, para já, a linha siga apenas até Santo Ovídio.