Chegou montado no "El Chachalero" e no "El Mustang", os seus cavalos, grandes companheiros da longa viagem que começou há cinco anos, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. Eduardo Discoli, 56 anos, divorciado, grande amante de cavalos e de aventuras, quer percorrer o globo de lés-a-lés com os seus "companheiros". Chegou ao albergue do peregrino de Paredes de Coura "bastante cansado" mas convencido de que "o melhor do mundo são os amigos que se fazem nesta caminhada". E o caminho é longo.
"O que me move é o grande prazer da aventura e o amor que tenho pelos cavalos. No final, pretendo escrever um livro que fale destes magníficos animais e homenagear os conquistadores portugueses e espanhóis", garantiu.
"Deixei tudo para trás, vendi o meu rancho e os poucos haveres que tinha, selei os meus cavalos e fiz-me à estrada". Das suas viagens recorda as vezes que se perdeu e os sítios quase desertos por onde passou. "Encontrei pessoas que se assustaram com os meus cavalos, nunca tinham visto nenhum". O peregrino garante que encontrou de tudo ao longo destes anos de viagem. "Já lidei com todo o tipo de pessoas e dormi nos sítios mais incríveis, por vezes, ao lado de mendigos. Mas valeu a pena", sublinha.
Depois de percorrer Estado Unidos e México, onde deixou dois dos seus cavalos "por falta de dinheiro", passou por França, Bélgica, Holanda, Espanha e chegou, há dias, à fronteira portuguesa de Valença. Dali, partiu em direcção à aldeia de Rubiães, em Paredes de Coura. À sua espera estava o seu amigo Júlio Gonçalves Pereira.
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