A Associação de Feirantes do Distrito do Porto defende o renascimento do mercado do Anjo, na Praça da Lisboa, no Porto. Com uma proposta nas mãos, já enviou uma carta à Câmara do Porto na tentativa de sensibilizá-la para esta ideia, que inviabilizaria a instalação do Pólo Zero na galeria comercial desactivada. O presidente da associação, Fernando Sá, defende que há outros espaços na cidade capazes de albergar o pólo para os universitários, enquanto a criação de um mercado na praça com horário alargado seria recuperar uma tradição antiga.
"Gostaria que a autarquia fosse sensível ao nosso pedido. A associação entende que devemos reclamar a concessão daquele local, onde funcionou o mercado do Anjo. É verdade que, muitas vezes, nas mãos das autarquias estes mercados não funcionam, mas temos experiência e ideias. Como concessionários, colocaríamos um equipamento raro na cidade a funcionar de forma plena e só traria benefícios", argumenta Fernando Sá, assinalando o desejo da associação de que o concurso público para a exploração da galeria em preparação pela Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana não feche a porta ao projecto dos feirantes do distrito.
O concurso público deverá ser lançado em Setembro e a associação gostaria de ser um dos concorrentes com o projecto de reconversão da Praça de Lisboa num mercado tradicional, comercializando desde produtos frescos a vestuário "de modo organizado". Isto é, vender todo o tipo de produtos que se encontram numa feira. Então, a associação de feirantes sugere a demolição da estrutura, que acolheu o restaurante Pizza Hut, para abrir espaço na praça pública.
"Queremos ver nascer nos Clérigos um mercado tradicional, que funcione 365 dias por ano e com horários alargados, para cativar o maior número de consumidores durante o dia. O estabelecimento da Pizza Hut seria demolido e a praça ficaria livre para receber as barracas uniformes e desmontáveis dos feirantes. Todos os dias seriam desmontadas", explica o presidente da Associação de Feirantes do Distrito do Porto. As cerca de 20 lojas também seriam ocupadas por vendedores.
Na defesa deste projecto, ainda ontem foram enviadas novas cartas da associação para os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal e para os partidos políticos na autarquia.