"U grande sucesso. Fantástico", repete o maestro inglês Martin Andre, no final do estágio da Orquestra "Momentum Perpetuum". Para trás ficou uma semana de intenso trabalho, em Aveiro, coroado através do concerto "Verão com Shakespeare". A prova de fogo foi ganha e como os jovens "tocaram de forma brilhante" a despedida foi mais emotiva.
Na bagagem traziam o prazer da música e expectativas sem fim. Ao todo eram 67 jovens de todo o país. Sabiam da magia provocada por Martin Andre, o maestro que já dirigiu grandes orquestras mundiais, como a BBC Concert Orchestra. Em Braga, tinha contagiado os instrumentistas no decorrer do quinto estágio da Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música. Em Aveiro, outro "Hino à Alegria" foi escutado "A minha ideia inicial ultrapassou as expectativas. O nível alcançado foi muito bom e fez jus ao nome da orquestra. Este "momentum perpetuum" vai continuar para além deste encontro e acompanhará as nossas vidas", repete.
De olhar cansado, nem por isso deixa de lado a boa disposição "Eu apenas fui o catalisador. A matéria- -prima já existia. Caí em Braga como um meteorito, mas também é verdade que, depois do último estágio, conseguimos subir a fasquia da exigência. A orquestra soube galvanizar-se e está mais unida. Ganhou outro espírito de grupo e constituiu uma família", garante.
Tendo como inspiração a obra de Shakespeare - Martin Andre escolheu "3 Danças de Macbeth", de Verdi; "Romeu e Julieta", de Tchaikovsky/ Prokofiev -, o maestro afirmou ter seleccionado este tipo de reportório devido ao grau de exigência e dificuldade para os intérpretes.
A receita tem segredos? "Não tem. Quando se acredita nos jovens e nas suas capacidades tudo é possível. O reportório era desafiador e exigiu um nível intelectual, físico e emocional muito forte. Mas eu quis puxar pelos músicos até ao limite, se possível ir mais além. E conseguimos. Atingiu-se um pico. Foi como subir ao cimo de um monte muito elevado", ri-se.Como é preciso viver cada dia com toda a intensidade ("Como se fosse o último", conta) a palavra futuro não o assusta "Se pudesse fazia outro estágio já amanhã", confessa.