A empreitada de conclusão do complexo desportivo do Parque da Lavandeira, em OLiveira do Douro, Gaia, vai ser adjudicada na segunda-feira e avançará no terreno ainda este mês. Dentro de nove meses (Junho do próximo ano), as obras, no valor de três milhões de euros, deverão estar concluídas. O projecto é do arquitecto Joaquim Massena e vai dotar o Parque da Cidade, já aberto ao público, de um complexo com campo de futebol relvado (sintético), pista de tartã, e zonas para saltos em comprimento, saltos em altura, triplo salto e salto à vara, entre outras valências. A bancada tem capacidade cinco mil pessoas.
Parte do equipamento desportico está já executado, numa intervenção que também custou cerca de três milhões.
"Não queremos que este parque seja exclusivamente virado para uma lógica de pseudo-profissionalismo desportivo. Qualquer pessoa poderá reservar o campo de futebol", esclareceu o presidente da Câmara de Gaia. Luís Filipe Menezes salvaguardou, contudo, que os clubes desportivos locais, nomeadamente o Oliveira do Douro e o Vilanovense poderão usar o equipamento para os seus jogos oficiais, preservando as instalações próprias para os escalões de formação.
"É mais um grande equipamento", elogiou Menezes, considerando, contudo, que o Parque da Lavandeira "ainda é pouco visível". Nesse sentido, acrescentou, será criada uma nova "acessibilidade estruturante" à Avenida Vasco da Gama (EN222), promovendo a ligação a Mafamude e Vilar de Andorinho.
"Como a partir de Setembro os serviços limpeza vão ser concessionados à empresa SUMA, vamos libertar algumas áreas do edifício das Oficinas da Câmara. A ideia é demolir parte do imóvel, de forma a concretizar-se essa ligação", explicou Firmino Pereira, vereador das Obras. Entretanto, na envolvente ao parque, está prestes a nascer um empreendimento de habitação com cerca de uma dezena de edifício (rés-do-chão e cinco pisos), de acordo com os planos urbanísticos definidos para a zona. "Tem um índice de construção bastante baixo e, como se desenvolve em forma de 'pente' tem muitas aberturas para o parque e espaços verdes entre os edifícios", esclareceu Joaquim Massena.