E
ntre quatro milhões e cinco milhões de euros é o valor anunciado do investimento inicial no projecto "Sol". O novo semanário irá para as bancas no próximo dia 16 e, se tudo correr como esperam os investidores e directores, contará 16 edições até ao final do ano, implicando "fortíssimo investimento", segundo disse, ontem, o administrador delegado José Marquitos.
Na apresentação do jornal, que decorreu num hotel de Lisboa, José António Saraiva mostrou-se optimista, afiançando poder "chegar ao fim do ano a vender 80 mil exemplares". Na primeira edição serão lançados 120 mil. Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Portas e Miguel Portas são alguns dos colunistas convidados. A ideia é nada mais, nada menos do que "liderar" o mercado jornalístico, disse Saraiva, contando para isso com a captação de leitores em todos os quadrantes. "Não vamos às sobras de outros jornais, ao que sobrou do Independente. Mas ficaremos satisfeitos se antigos leitores do Independente, ou leitores do Expresso, passarem para nós", salientou.
O novo semanário tem como ambição ser novidade, revestindo-se ao mesmo tempo de "um tom sério, dramático, excepcional, fresco e leve". Juntar todos estes atributos num só jornal implicará, disse Saraiva, vários ritmos de escrita e estilos de linguagem, bem como vários grafismos e estilos cromáticos. A ruptura com a imprensa tradicional será uma intenção constante da equipa fundadora.
Estiveram também presentes Paulo Azevedo, em nome do BCP, Joaquim Coimbra, presidente da JVC e José Paulo Fernandes, pela Imosider.