Pelo menos seis promotores querem assumir a requalificação e exploração do mercado do Bolhão, no Porto, mas outras seis entidades já consultaram o processo e a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) deseja que surjam ainda mais.
"Quantas mais, melhor. Assim teremos mais hipóteses de escolha", disse à agência Lusa Arlindo Cunha, presidente da SRU, entidade a quem a Câmara do Porto confiou a condução do processo que no próximo dia 2 de Outubro terá um desenvolvimento importante, com a abertura das propostas concorrentes. O prazo para a recepção de propostas, de 105 dias, abriu a 16 de Junho, terminando no próximo dia 29, o último dia útil antes da data de abertura das propostas.
O caderno de encargos para concepção, projecto, construção, manutenção e exploração do futuro Mercado do Bolhão foi preparado pela SRU em conjunto com a Universidade Católica e a consultora técnica DHV Tecnopor. Apesar de o valor final depender da proposta concreta que venha a vencer, calcula-se que o total dos investimentos previstos para o Bolhão oscile entre quatro e cinco milhões de euros.
Ao anunciar, em Fevereiro, o concurso para o mercado do Bolhão, a Câmara esclareceu que deixa à iniciativa dos concorrentes a definição do tipo de valências a incluir no espaço, para além da do comércio tradicional, que acolhe há décadas e que terá de continuar a existir no local. A área mínima que a autarquia estipula para esse comércio tradicional é a do actual "terrado" - a zona térrea do mercado, que actualmente ocupa também um varandim em torno de todo o espaço. Independentemente da área a definir para este tipo de comércio, o presidente da autarquia, Rui Rio, garantiu que "no fim ninguém fica na rua. Quem quiser trabalhar continuará a fazê-lo, havendo sempre como retaguarda o mercado do Bom Sucesso".
O vencedor do concurso assumirá a responsabilidade de negociar com os comerciantes, não só a sua permanência ou saída do mercado, como também a forma como as obras vão desenrolar-se.