A s alterações que o Governo prevê introduzir, este mês, na administração da Metro do Porto colheram, ontem, críticas do PSD e dos partidos à esquerda do PS, enquanto a promessa de arrancar já com a linha de Gondomar, até Rio Tinto, e depois com a de Gaia, até Laborim, está a gerar desconfiança.
O líder da distrital social-democrata, Agostinho Branquinho, atribui ao PS/Porto e ao Governo uma diferente "obsessão". A de Renato Sampaio "é impedir que exista obra nas autarquias lideradas pelo PSD". Em particular, afirma que a gestão de Rui Rio está a ser "prejudicada de forma evidente", com o PS a empatar a concretização da linha da Boavista.
O PS local, alega Branquinho, está já a pensar nas autárquicas e também "prejudicou o PSD" em Gaia, Trofa e Maia". Quanto à linha de Gondomar até Rio Tinto, concorda com a prioridade mas diz ser esta uma forma de "sossegar o major". "Quiseram parar o metro do Porto e, para não ser tão evidente, prometem arrancar com a linha de Rio Tinto. Mas só resolvem uma pequena parte do problema", critica.
PS defendeu outra linha
Sobre a expectativa de o Governo avançar com a linha, não se mostra optimista "Os indícios que temos são negativos, o Governo está a dar alguma guarida às posições inconcebíveis do PS/Porto", critica. O facto de Narciso Miranda, apontado para liderar a Metro, sempre ter defendido aquela linha também não o deixa menos preocupado.