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Porto Vivo está a analisar 170 projectos para a Baixa

Publicado

Carla Sofia Luz
 

sociedade Porto Vivo está a apreciar 170 projectos para a recuperação de imóveis da Baixa. A maioria dos promotores - desde proprietários de edifícios isolados a empresas - procura a reconversão dos edifícios para criar habitação, invertendo a tendência de um passado ainda recente em que se alteravam os usos dos espaços para acolher serviços. Dos 170 pedidos de licenciamento, 85 deram entrada através dos balcões da loja de reabilitação urbana, inaugurada há um ano na Viela do Anjo. Os restantes foram apresentados no Gabinete do Munícipe.

O olhar sobre o mapa do Porto não permite eleger uma área preferencial para o investimento, com propostas dispersas pelo centro da cidade. O administrador da Porto Vivo, Rui Quelhas, explica que, a par dos processos de recuperação de quarteirões em preparação pela sociedade, há projectos que resultam de "vontades" individuais. "Com localizações dispersas, têm a vantagem de criar dinâmicas em várias ruas da cidade e podem gerar outras iniciativas", indica.

A cerimónia de abertura da loja teve lugar a 16 de Setembro de 2005. No ano de estreia, contabilizou-se 4320 visitas, o que resulta numa média de 360 visitantes por mês. Destes, 28% buscam espaços para instalar estabelecimentos comerciais e/ou para habitação. Rui Quelhas garante que estão identificadas cerca de 400 pessoas que entraram na loja com a expectativa de encontrar uma casa para viver na Baixa portuense. No entanto, reconhece que existe um défice de oferta.

"Como não há um produto acabado, temos o problema de falta de oferta. As pessoas procuram casa e não encontram", especifica o administrador da Porto Vivo, lembrando, também, que essa insuficiência faz com que não exista um "preço regulado". Os programas do Instituto Nacional de Habitação, vocacionados para a recuperação do edificado, receberam 44 candidaturas. Cerca de 90% foram ao RECRIA, que apoia obras em imóveis arrendados em estado de degradação. A comparticipação estatal pode ascender a 65% do valor do investimento a fundo perdido. Por outro lado, 26% dos visitantes da loja de reabilitação urbana procuraram informações sobre incentivos e financiamento, enquanto 21% pediram informações gerais ou ofereceram espaços para vender ou alugar.

Emparcelamento de imóveis em ruína

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