As actuais instalações da Exponor, em Matosinhos, só serão desactivadas quando o novo Europarque, em Santa Maria da Feira, estiver concluído (ler caixa). A transferência deverá acontecer no prazo limite de dois anos. A garantia foi ontem assumida pelo presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Ludgero Marques, no fim da apresentação pública do projecto "Exponor XXI", presidida pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.
A nova Exponor, cinco vezes maior do que a que existe desde 1987, e com novas funcionalidades, custará 300 milhões de euros, estando o financiamento já integralmente assegurado. "Garantimos que temos financiamento mais do que suficiente e que vamos fazer os possíveis para que o projecto esteja concluído em seis anos", observou o presidente da AEP, recusando revelar a origem da verba. No entanto, salvaguardou que a Associação não esquece as suas "responsabilidades públicas" e que "não é uma empresa imobiliária com fins especulativos".
O novo parque de exposições será constituído por três departamentos centrais pólo tecnológico com pesquisa na área da saúde e da tecnologia; a Exponor e a zona económica. Deverá criar cerca 2500 postos de trabalho directos e mais de mil indirectos. Fisicamente ampliado, o parque de estacionamento que, actualmente, tem uma lotação para 1600 carros, passará a ter 4800 lugares.
Entre os grandes objectivos destaca-se uma praça central, onde será gerido todo o movimento e materializada a sua abertura ao exterior; uma praça de conhecimento com uma área de construção de pólos de investigação, um novo centro de congressos, uma zona comercial e uma unidade hoteleira.
Assumindo-se como "a nova centralidade para o desenvolvimento empresarial do país", o equipamento beneficia de condições logísticas favoráveis está servido pela A28, eixo que cruza Portugal de Norte a Sul; pela IP4 e pelo IC 24. Terá ainda uma nova estação de metro e ficará cercado, a poente, por construções urbanas de qualidade. "Matosinhos passará a ter, numa extensão de 145 hectares, um território organizado e disciplinado", observou o arquitecto Luís Miranda.