Areabilitação do quarteirão de Carlos Alberto, em plena Baixa portuense - a primeira agrupada que vem somar-se às 16 individuais já realizadas -, deverá estar concluída em Março de 2008.
Da intervenção em oito edifícios, que resulta de uma parceria público-privada entre a Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) e a Edifer, um dos maiores grupos portugueses de construção, resultarão 20 apartamentos, "a preço médio", para venda, e entre três a seis novos espaços comerciais, incluindo a revitalização do mítico Café Luso. O contrato do projecto, que é pioneiro no país e cujo custo global, desde os estudos às expropriações, rondou os 3,7 milhões de euros, foi assinado ontem.
"A reabilitação não começa apenas agora", salvaguardou o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, recordando as intervenções no Bolhão, nos Aliados e outras. "Mas este momento e este local - foi a sede de campanha do General Humberto Delgado, de quem se comemora este ano o centenário do nascimento -, são simbólicos, porque depende da reabilitação dos centros urbanos o desenvolvimento económico nacional". E justificou "O sector da construção civil é decisivo, mas está sobredimensionado porque produziu excesso de oferta, sobretudo na periferia dos concelhos. É altura de perceber que há uma diferença entre crescimento e desenvolvimento".
Reconhecendo que será "grande o risco" assumido pela Edifer, "porque vai à frente", o autarca não duvida também de que "a sua possibilidade de ganhar mais é maior". De resto, sublinhou, "se esta reabilitação falhar é uma parte de Portugal que falha. Este exemplo deve ser seguido por outras cidades".
Joaquim Paiva Chaves, da Edifer, está seguro de que "o negócio será sustentável e de o resultado será bom para os habitantes da cidade, sobretudo para os jovens, público alvo da operação". Satisfeito com a parceria, espera que "a operação seja catalisadora de outros projectos que já estão na calha".