Amanhã, decide-se o futuro do Gil Vicente, emblema histórico de Barcelos, nos seus 82 anos de vida, fundado precisamente junto ao teatro com o mesmo nome, local de reunião dos fundadores. A expectativa é enorme, mas, ao que o JN apurou, o clube vai manter-se no futebol profissional, comparecendo ao jogo de domingo, da Liga de Honra, em Vila do Conde, onde defrontará o Rio Ave, e evitando, assim, a mais do que provável extinção.
Isto, caso o Tribunal Admnistrativo e Fiscal de Lisboa, não tome, entretanto, qualquer decisão sobre o recurso dos gilistas. Recorde-se que o emblema presidido por António Fiúza contestou a "utilidade pública" requerida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e pretende anular a sentença do Conselho de Justiça federativo que relegou o clube para a Liga de Honra. Se os tribunais derem razão ao Gil, tudo volta à estaca zero e a bola passa para a FPF e para Liga...
No apalpar do pulso que o JN fez, ontem, em Barcelos, junto do "povo gilista", não pode haver uma conclusão, já que as opiniões dividem-se, mas só em relação à eventual comparência ao jogo, pois, em relação ao presidente do clube, António Fiúza, a unanimidade e solidariedade no apoio é total.
"Estamos, incondicionalmente, com o presidente. Ele tem razão. Não o abandonamos, mesmo que o clube se extinga", afirmou o antigo dirigente, Manuel Augusto, enquanto bebericava um tinto, na badalada "Taberna do Simões".
"Se o Gil jogar com o Rio Ave, aparece logo o parecer do tribunal", afiançou.