metro do Porto, ainda em construção, custou, até 2005, 24,4 milhões de euros por quilómetro. O de Lisboa, que começou a funcionar há 36 anos, não tem números certos, mas sabe-se que ultrapassa os 60 milhões, dado que o investimento elegível para o Fundo de Coesão, nos últimos três projectos, é de 59, 2 milhões. O metro do Porto teve, no ano passado, como receita, por passageiros e por quilómetro, 10,6 cêntimos . O de Lisboa,em 2004, teve metade 5,6 cêntimos, embora com uma taxa de ocupação superior (16,6% contra 13,2%).
Os números foram ontem revelados, no final da reunião da Junta Metropolitana do Porto, e surgem numa altura em que se desconhece, ainda, a data certa das mexidas no modelo de gestão da empresa portuense, prometidas pelo Governo. O que se sabe é que no próximo encontro de autarcas, marcado para 10 de Outubro, o metro voltrá a ser tema de agenda reunir-se-ão técnicos responsáveis por dois estudos e tomar-se-á uma posição. Álvaro Costa, que coordenou o estudo pedido pelo Governo, e Paulo Pinho, que integra a equipa que fez idêntico trabalho para a Junta, serão os especialistas presentes.
"Se tínhamos alguma ideia das disparidades que há entre os dois metros - e não quero dizer que os 14 municípios ficaram escandalizados com os valores - nem todos pensávamos que a diferença fosse tão grande", afirmou Rui Rio, presidente da Junta e da Câmara do Porto, referindo-se a "alguns indicadores fundamentais" conhecidos ontem sobre os metros das duas regiões.
Tais valores, que já em Julho tinham sido reclamados pela Junta, que representa os 14 municípios da Grande Área Metropolitana do Porto e é a maior acionista da Metro do Porto, dizem respeito, porém, a anos diferentes, pois a Metro de Lisboa "ainda não disponibilizou o balanço de 2005". Reportam-se, também, no caso dos fundos comunitários recebidos, ao período entre 1995 e 2005 em Lisboa, foram cerca de 343 milhões de euros, no Porto, mais de 310 milhões.
Disparidade nos apoios