"Uma ligação à Região Norte e, em particular, à sua Grande Área Metropolitana, aos seus actores institucionais, aos seus grandes e pequenos projectos. Este é outro veio central da orientação que queremos prosseguir". A promessa foi deixada, ontem, por Joaquim Azevedo, no discurso de tomada de posse como presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Uma cerimónia que pôs fim ao testemunho de Francisco Carvalho Guerra, fundador e líder dos destinos da Católica do Porto durante quase 30 anos.
Na hora do adeus, o "pai Guerra", convidado a dar a aula inaugural do ano lectivo, recordou a "génese e a evolução da Universidade", destacou o sucesso do projecto universitário que liderou e lembrou, em jeito de conclusão, que "qualquer universidade deve intervir eficazmente nos projectos culturais e socioeconómicos da região em que se insere". Pelo meio, Carvalho Guerra deixou um recado ao seu sucessor. "A escola das Artes, projecto que tantas dores de cabeça deu, merece toda a atenção e carinho, intra e extramuros da UCP".
Na sua última aula inaugural, Carvalho Guerra ouviu, emocionado, inúmeras palavras de gratidão e até uma mensagem endereçada do Palácio de Belém. O presidente da República homenageou o "notável empreendedor, académico, homem de ciência e liberdade". "Estou certo de que Portugal continuará a poder contar consigo", escreveu Cavaco Silva.
Críticas ao Estado
Perante um auditório cheio, o novo presidente do Centro Regional da UCP, Joaquim Azevedo, assumiu uma política de continuidade e partilhou preocupações. "Temos de continuar a lutar pelos melhores alunos; abrir as portas a todos os que, por mérito, queiram vir para aqui estudar; desenvolver a investigação científica, temos de nos abrir mais à sociedade, ao Norte e a Portugal".