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É o "campus", estúpido!

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Dizia, na passada segunda-feira, na sua habitual crónica neste Passeio Público, intitulada "É o automóvel, estúpido!", o meu amigo e companheiro de desencanto, Jorge Vilas, que "vai para trinta anos que ando a escrever sobre os mesmos (maus) hábitos portuenses sem qualquer resultado prático". Não tenho, como ele, um tão brilhante curriculum jornalístico de mais de trinta anos mas tenho-os de profissão, alguns dos quais também a escrever e mais regularmente neste mesmo espaço do JN e julgo que, também, com os mesmos resultados. Mas, não é, certamente por isso, que vamos deixar de falar dos péssimos hábitos dos portuenses e dos portugueses em geral.

Dito isto, devo dizer que já não sei quantas vezes escrevi sobre a velha e mais do que ultrapassada teoria dos "campus", ou seja, sobre a forma de organizar as cidades por áreas de actividade que significa o acantonamento no mesmo espaço de universidades, hospitais, industrias ou, até, de habitação. Foi na base desta teoria que nasceram os referidos "campus", ou seja, as chamadas "cidades universitárias", "da saúde", "industriais" ou mesmo as "cidades dormitórios" que o urbanismo dito "moderno" consagrou na célebre "Carta de Atenas" concebida em 1933 e que serviu de "bíblia" aos urbanistas dos cinquenta anos seguintes. Os resultados não foram famosos e a cartilha caiu em desgraça há já bastantes anos. Passou. Contudo, ainda há quem não se tenha apercebido disso e continue a sonhar com oásis impossíveis!

Bom, enquanto a coisa não ultrapassa simples exercícios académicos, ainda que no pior sentido da palavra, o prejuízo não é grande. Mas, quando é mesmo para valer e o exercício significa fazer a história andar para trás e o gasto de recursos é a consequência, então, a questão é grave e dá direito a que se questione o porquê das coisas. Então do que se trata?

Diz o jornal "Público" da passada segunda-feira que os "Tribunais de Lisboa (estão) a caminho da Expo", acrescentando que o "campus judiciário vai concentrar serviços". A notícia dá, depois, alguns números que espelham a importância do negócio "o complexo tem uma área de construção de 200 mil metros quadrados, dos quais 64 mil correspondem à área de serviços, e prevê um total de dez edifícios - o mais alto será uma torre com 75 metros de altura e 17 pisos - e cerca de quatro mil lugares de estacionamento subterrâneo". Para basbaque, não está mal!

Contudo, a questão importante é, mais uma vez, a de saber que políticas de ordenamento do território e de cidade (e outras) temos nós, quando é o próprio governo da nação a por levianamente em causa tudo quanto andamos a dizer e a gastar com a "cidade antiga", que cada vez mais se apaga às mãos insensatas de quem ainda não percebeu que é nas cidades que se joga uma parte importante do nosso futuro como sociedade adulta, culta e responsável. Dar com uma mão, milhares de euros para os programas de reabilitação dos "centros" e desbaratar, com a outra, milhões, em programas especulativos nas "periferias" (ainda que douradas), é inaceitável.

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