"Precisa-se vereador duas vezes por mês, com disponibilidade imediata para participar nas reuniões de Câmara de Baião, como autarca do PSD. Dá-se preferência a quem assuma o cargo até ao fim do mandato em 2009. Por cada presença, ser-lhe-ão pagos 64,40 euros".Não é, mas podia muito bem ser um anúncio dos classificados da Imprensa, atendendo ao caricato da situação porque passa actualmente o PSD de Baião.
Dos três lugares na vereação conquistados pelos sociais-democratas nas últimas autárquicas, apenas dois estão ocupados. O terceiro lugar foi, agora deixado, de novo, em aberto pela renúncia de Elisabete Azeredo. Um ano após as eleições, aparentemente não há em número suficiente quem esteja interessado em representar os munícipes que votaram no PSD.
Os resistentes são Hipólito dos Santos, número dois da lista. e Luís Miguel Sousa, sexto. Os outros membros da lista efectiva, aparentemente atiram o lenço ao tapete. Quem deu o "exemplo" foi a cabeça-de-lista, Emília Silva, logo após as eleições, ao não assumir o cargo de vereadora depois de ter perdido a presidência da Câmara para o PS. José Fernando dos Santos, terceiro da lista, seguiu-lhe as pisadas e renunciou logo ao mandato.
O sétimo da lista, e último dos efectivos, Carlos Miguel Ferreira, também renunciou ao mandato. Fonte autárquica explicou que o primeiro dos suplentes já foi convocado a tomar posse, mas faltou à última reunião. À luz da lei, tem agora um prazo de 30 dias para justificar a falta. Se a justificação for aceite, assumirá de imediato as funções. Caso contrário, será convocada a oitava da lista, Susana Monteiro, funcionária da autarquia.
"Todas as renúncias foram justificadas com razões válidas", argumenta Pedro Miranda, porta-voz do PSD/Baião. O responsável, justifica a dificuldade em preencher os lugares "com as renúncias dos que figuram nos primeiros lugares da lista". "Quem estava a seguir, cá para baixo na lista, não contava ir para vereador. Também aceito perfeitamente que o PSD candidate alguém só a presidente de Câmara", disse aludindo ao facto de Emília Silva ter desistido.