Portagens para chegar ao aeroporto

 | 29/10/2006
 

V ai ser preciso pagar portagem para chegar ao aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro? Os camiões da Lipor terão de pagar portagem para despejar o lixo nas instalações da empresa que trata dos resíduos de quase todos os concelhos da Área Metropolitana? E quem se dirige para a zona industrial da Maia? Caso o Governo avance com a proposta de instalação de portagens na SCUT do Grande Porto - o mapa anunciado prevê taxas entre Lousada e Matosinhos, mesmo à entrada do Porto - a resposta a todas as questões colocadas é... afirmativa. Porque todos os acessos atrás referidos encontram-se no percurso do IC24 (A41), incluído no troço da SCUT que o Governo quer portajar.

"Onde é que já se viu colocar portagens no acesso a um aeroporto? Só neste país", desabafa o presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, que contesta as taxas numa "via intermunicipal" e "sem alternativas". "O IC24 foi construído para substituir a antiga EN107, que entretanto passou para a alçada da Câmara. A única alternativa ao IC24, que tem mais nós que a VCI, é uma via municipal onde ninguém consegue passar quando há festa ou futebol", explicou, lembrando os prejuízos que também poderão advir para a zona industrial do concelho.

Via urbana

"Quando as vias são exclusivamente urbanas não devem ser portajadas. A minha expectativa é que este princípio elementar seja levado em consideração aquando da implementação das medidas pelo Governo", referiu, também, Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos.

Embora favorável à colocação de portagens nas auto-estradas, o autarca defende que, no caso do IC24 (ou A41), as deslocações nos espaços urbanos devem ficar isentas. "Já é tecnicamente possível fazer isso", acrescentou.

Rio Fernandes, geógrafo, considera que, no IC24, só faz sentido haver portagens "claramente para o interior de Matosinhos", mais afastadas do núcleo central da Área Metropolitana. Ou seja, na mesma latitude em que estão as actuais portagens da Maia (A3). "Há muito que a cidade do Porto não é só o território correspondente ao seu município", explicou, rejeitando portagens em malha marcadamente urbana. O professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto considera que "o ideal é não mexer" na situação actual, até porque ainda não há na região uma estrutura administrativa do espaço metropolitano que defina as prioridades das redes de circulação (a Autoridade Metropolitana de Transportes é pouco menos que inexistente).

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