"Mesmo com um aluno, vou começar as aulas. Depois de começar, há-de melhorar", garante, com um sorriso, Y Ping Chow, administrador executivo da Associação Industrial e Comercial dos Chineses em Portugal (AICCP), a propósito da inauguração do Colégio Chinês do Porto, que acontece hoje, no Largo Dr. Tito Fontes, pelas 18.30 horas.
Com o objectivo de ser um "centro de divulgação cultural e de convívio", este Colégio tem como alvo preferencial as crianças chinesas, mas está aberto, igualmente, às portuguesas. Segundo o representante da AICCP, a criação do estabelecimento de ensino nasce, essencialmente, da preocupação em dar a conhecer às crianças chinesas nascidas em Portugal a língua-mãe, e evitar que a cultura chinesa seja esquecida, já que grande parte só fala português ou outras línguas europeias. O centro aspira a dar uma formação global aos mais novos, que incida sobre a História, a cultura e a política chinesas.
Com os apoios do Casino da Póvoa e do Banco Espírito Santo, a nova entidade pretende também criar cursos de chinês destinados aos empresários portugueses, com vista a dar-lhes uma formação básica que lhes permita "negociar e travar amizade", fortalecendo as relações entre Portugal e a China, adianta Y Ping Chow.
O Colégio, que conta com uma sala de informática e um ginásio destinado a acolher aulas de Tai Chi e Shau Lin, visa ainda criar cursos paralelos de pintura, música ou Kung Fu, devendo as actividades começar na próxima segunda-feira.
No futuro, o Colégio planeia, também, facultar cursos de língua portuguesa aos chineses que desejem naturalizar-se como portugueses. Mas, para que este centro de ensino consiga estabelecer-se, são necessários a "aceitação" e o "apoio activo" da comunidade chinesa, além de um "esforço pessoal e económico" por parte da nova instituição, assegura Y Ping Chow. "Se conseguirmos equilibrar as despesas durante um ano, a partir desse momento poderemos profissionalizar-nos", acrescenta.