Câmara de S. Pedro do Sul aprovou, ontem, a venda a privados dos dois balneários do maior complexo termal do país e da Península Ibérica. E alienou ainda 49% do capital social da Termalistur, a empresa municipal que explora aquele espaço.
O negócio, que mereceu o chumbo e foi duramente criticado pela Oposição socialista e pela estrutura local do PCP, vai render à autarquia cerca de 14 milhões de euros. Os dois balneários (Rainha D. Amélia e D. Afonso Henriques) serão vendidos por 12 milhões e 750 mil euros. E os 49% do capital social por um milhão de euros. A "Patris Capital - Sociedade de Capital de Risco, SA", de Gonçalo Pereira Coutinho, é a empresa que entra, assim, na gestão da estância termal.
Uma parte do dinheiro deverá ser aplicado em novos investimentos e projectos de desenvolvimento das termas. Tudo, segundo o presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, para "fazer face à concorrência".
António Carlos Figueiredo alega que as termas de Vidago, Monte Real e Monfortinho estão a investir forte no termalismo de saúde e bem estar. "Nós, para não perdermos o comboio, temos também de apostar muito naquela área para captarmos novos mercados, designadamente o alemão, que já não procura muito o termalismo clássico", explica o autarca, que rejeita as vozes críticas da Oposição.
"Não percebo tanto alarido. Nós continuamos com a maioria do capital social e com a concessão das águas termais. Temos ainda, ao fim de dez anos, direito de opção na recompra dos dois balneários, pelo mesmo valor que agora vendemos", garante António Carlos Figureiredo.