Vítor Ilharco, o principal arguido da megaburla comercial que foi julgada em 2002 em Oliveira do Bairro, acusado de 1633 crimes, e condenado, inicialmente, a 17 anos de prisão, terá fugido para Angola. Outros cinco arguidos condenados a penas de prisão efectiva estarão em parte incerta.
Vítor Ilharco, que foi libertado em 25 de Março de 2005 por excesso de prisão preventiva, terá utilizado passaporte e bilhete de identidade falsos para viajar para Angola. Vítor Ilharco tinha ainda sete anos de prisão para cumprir
A sucessão de recursos apresentada neste processo levou, no caso de Vítor Ilharco, à diminuição da pena de 17 para 14 anos de prisão, e depois para 11. Do mesmo modo, permitiu a mais cinco arguidos aguardar três anos em liberdade após a condenação em primeira instância a penas de prisão.
Vítor Ilharco, antigo secretário-geral da Associação de Apoio ao Recluso e ex-jornalista, principal arguido do processo, chegou, durante o tempo que esteve em liberdade, a pedir autorização para viajar até à Guiné, mas os pedidos foram sempre recusados.
Perante o perigo de fuga, e logo que os recursos que deram entrada no Supremo Tribunal de Justiça foram julgados improcedentes, a juíza do Tribunal Judicial de Oliveira do Bairro emitiu mandados de captura para Vítor Ilharco e para mais cinco arguidos que tinham sido condenados a penas de prisão, mas que também se encontravam em liberdade.