A eleição para a Concelhia do PSD/Porto vai contar com mais do que uma lista. Um grupo de militantes, onde se inclui Paulo Morais, já decidiu avançar, como alternativa à candidatura de Sérgio Vieira, apoiada por Rui Rio, presidente da Câmara.
O nome apontado para encabeçar a alternativa é do fundador social-democrata Moreira da Silva, que diz não estar ainda acertado quem irá liderar o projecto. Ao JN, o histórico confirmou que há "um grupo muito alargado de militantes do Porto que considera dever existir uma candidatura" para "valorizar o debate e defender princípios básicos". Grupo este "preocupado" com a actual situação que o partido atravessa, a nível nacional e, particularmente, na cidade do Porto. Quanto ao que se perspectiva, considera que a candidatura de Sérgio Vieira não une mas divide. "Não pode acontecer que a uma situação má, suceda a outra que se não é má é, no mínimo, restritiva", afirma Moreira da Silva, recordando que Sérgio Vieira fez depender o seu avanço do apoio de três núcleos. "Nunca será uma lista de consenso", referiu ao JN.
O grupo, que inclui o histórico Carlos Brito e Luís Rocha, prepara uma candidatura após a actual comissão política se ter demitido. Moreira da Silva diz que "ninguém entende o que de facto aconteceu" e "os militantes do Porto estão perplexos". "Não pode haver paz podre e se há um problema deve ser debatido de forma alargada", defende.
No contexto, recordou que o PSD deve continuar a ser "o partido onde toda a gente tem liberdade de criticar tudo". O partido, diz, "cresceu assim e era daqui que saía a unidade" e "o consenso". Além disso, defende que "ninguém está acima da crítica". "É evidente que o partido deve apoiar a Câmara, mas o apoio só pode ser crítico", argumenta. E o programa pelo qual o candidato é eleito, refere, não é minucioso e pode ser discutível.
"Estou convencido de que Sá Carneiro, nas actuais circunstâncias político-partidárias, apoiaria uma candidatura alternativa na medida em que sempre defendeu que as comissões políticas aglutinassem as várias tendências de pensamento. Não queria todos alinhados para o mesmo lado e gostava de debate", declarou o também fundador do PSD.